Breve história
Breve história de Cadernos TCI
No ano 2000, Anabela Cardoso, investigadora no âmbito da Transcomunicação Instrumental desde finais de 1997, decidiu que deveria, por seu lado, contribuir de forma mais eficaz para o que sentia ser o tremendo esforço dos comunicadores que asseguravam falar da Estação Rio do Tempo, no mundo seguinte. Desde o dia 11 de Março de 1998, gravava no seu estúdio essas vozes misteriosas que a informavam, entre muitas outras coisas, da enorme dificuldade em falar com o nosso mundo através do método das Vozes Directas de Rádio (VDR). Decidiu, por conseguinte, iniciar uma publicação internacional dedicada ao estudo sério e rigoroso da TCI, na qual publicaria não só o relato das suas próprias experiências, mas também os resultados de outros operadores de TCI. Além disso, queria que a contribuição de cientistas de mente aberta, interessados no exame e estudo do fenômeno, tivesse igualmente um papel significativo. E foi assim que, com a inestimável colaboração e ajuda do seu amigo Carlos Fernández, quem nessa época era também seu companheiro de experimentação, fundou Cadernos de TCI.
Não foi tarefa fácil uma vez que nenhum dos dois tinha, então, os conhecimentos que lhes permitissem editar uma publicação com confiança e mestria. Contudo, com muito entusiasmo e o valioso apoio da maioria dos membros do Conselho Editorial, o projecto passou de sonho a realidade no primeiro trimestre do ano 2000. Uma palavra especial de reconhecimento è devida a David Fontana, quem desde o início deu o seu apoio entusiástico ao projecto e o contemplou com os seus sábios e experientes conselhos. No âmbito das suas funções diplomáticas, Anabela foi transferida para Lyon, em França, enquanto Carlos continuou em Espanha e, neste país, encarregou-se de maquetar a revista, superintendeu às tarefas tipográficas e tomou a seu cargo o envio de Cadernos aos colaboradores e aos assinantes que começavam a surgir. Em Lyon, Anabela encarregava-se de entrar em contacto com personalidades de relevo na área da TCI, de solicitar as suas opiniões e escritos, de escrever relatos sobre os seus próprios resultados, e de fazer as traduções dos originais recebidos para publicação em diversas línguas. Foi um trabalho de equipa que conseguiu superar as dificuldades causadas não só pelo facto de os dois intervenientes principais se encontrarem separados por grandes distâncias, vivendo em países diferentes, mas também pela ousadia da empresa em si mesma.
Os três idiomas em que inicialmente se publicavam Cadernos de TCI têm também uma história. O grupo de comunicantes que, desde o início das provas, está em contacto com Anabela Cardoso e com o pequeno grupo de amigos, com quem começou os trabalhos, identifica-se como o Grupo Português da Estação Rio do Tempo. Naturalmente, em homenagem aos comunicadores, que estão na origem de todo o trabalho levado a cabo pela investigadora no âmbito da TCI, o português foi a primeira língua de eleição para Cadernos. O espanhol é a língua do país onde se situa a casa de Anabela, onde os invisíveis parceiros falaram pela primeira vez e onde continuam os contactos. A sua escolha pareceu indispensável. E, por último, o inglês por ser actualmente o idioma de maior divulgação no mundo e, sobretudo, por ser a língua compreendida por, e de comunicação com, os investigadores de diversas nacionalidades.
Claro que as nacionalidades não têm nenhum papel nas ‘coisas de outro mundo’, e por isso mesmo e por convicção pessoal dos seus iniciadores, Cadernos de TCI é acima de tudo uma publicação aberta a toda a humanidade, liberta de quaisquer tendências ideológicas, sejam elas religiosas, políticas, sociais, ou outras. A selecção dos idiomas teve carácter meramente simbólico, como ficou manifesto.
A principal preocupação de todos os que estamos na origem da publicação é a verdade. Todos os textos publicados são primeiramente analisados pela sua Directora e quando neles se refere o recebimento, pelos seus autores, de presumíveis vozes ou imagens anómalas, é-lhes solicitado o envio de uma amostra dessas comunicações. Todavia, mesmo com todas as precauções, claro que não podemos garantir a fidelidade absoluta de todos os detalhes dos escritos publicados em Cadernos. Fazemos tudo quanto está ao nosso alcance para que a honestidade seja a qualidade inquestionável da publicação. Aspiramos à total transparência de todos os relatos, mas dadas as distâncias, muitas vezes intercontinentais, que separam os que participamos em Cadernos de TCI, é tarefa impossível avalizar o conteúdo integral de todos os relatos publicados. A área da TCI, como outras no campo da investigação dos fenômenos psíquicos, é subtil e, para além das nossas experiências pessoais, torna-se impossível garantir o seu total controle.
Não poupamos esforços para que a verdade, que consideramos a arma mais valiosa da extraordinária odisséia que a TCI representa, seja total. Pode o leitor contar com a nossa dedicação sem limites a esta única ‘causa’!



